Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
MEDOS

Muito se tem escrito e discutido, a propósito de uma entrevista do deputado Manuel Alegre, que põe em realce os medos que actualmente se sentem em Portugal, acusando como grande causador dos mesmos, o actual primeiro ministro José Sócrates.

 

Embora o entenda e saiba onde ele quer chegar, considero curiosa esta posição de Manuel Alegre e, ao contrário de muita gente, jornalistas principalmente, que se entretiveram a valorizar estas afirmações, a meu ver, de pouca monta, tenho um entendimento muito próprio, que não coincidirá com o propósito do nosso poeta deputado.

 

Se estes medos são  sentidos por todos aqueles "yes-man", candidatos a "jobs" e seguidores "cegos" que proliferam dentro dos partidos, nada de novo há nisso. Há muito sabemos que esta "flora" só tem de se mostrar, dizer que sim, portar bem e esperar pela melhor oportunidade para vir a ocupar o seu "lugar ao sol".

 

Após isso há os "certinhos" que seguirão cegamente o mestre, patrão ou padrinho, reconhecendo dessa forma o grande favor.

 

Há porém aqueles que nunca perdoarão ao "padrinho" o longo tempo que injustamente tiveram de esperar pelo tão merecido "job". Estes, à primeira oportunidade começam a morder os calcanhares do chefe e, tão rápido quanto sintam alguma segurança, tudo farão para o lixar, de forma mais ou menos ignóbil.

Afinal, desde o princípio, o que eles pretendiam era o seu lugar.

 

Por outro lado, se os mesmos medos são sentidos por algum tipo de funcionalismo público que ainda subsiste e que se considera imune a qualquer sansão, independentemente das suas continuadas atitudes irresponsáveis e prepotentes para com o simples cidadão que se lhes apresenta, ainda bem. Pode ser que finalmente estes senhores comecem a perceber que não merecem tratamento diferenciado do de qualquer trabalhador do sector privado, que se tem de reger por regras bem definidas e, acima de tudo, cumprir com as suas obrigações.

 

Eu acredito nos medos. Eles existem efectivamente e motivam que, muito possivelmente, nos estejamos a tornar o povo mais antipático da europa.

 

- São os medos das crianças comunicarem com qualquer adulto desconhecido, não seja este um pedófilo;

- São os medos de tão simplesmente cumprimentarmos um outro adulto presente numa casa de banho pública, não vá ele pensar que somos maricas;

- São os "medos" de atendermos chamadas de estranhos nos nossos telefones fixos, pois invariavelmente lá virá o momento em que nos tentarão enganar, ou vender qualquer coisa;

- São os medos de circularmos à noite nos núcleos históricos das nossas principais cidades, pois sucessivas políticas erradas de habitação, retiraram desses locais os residentes e arrastaram para lá todo o tipo de marginalidade.

Muito mais haveria para referir mas devo reiterar, tenho medo de não me estar a referir aos mesmos medos que o deputado Manuel Alegre tinha em mente.

 

Mantenho contudo a esperança que Portugal venha a ser um país a sério e não este local mal frequentado em que se está a tornar.



publicado por A VER NAVIOS às 16:23
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
ESTE PAÍS DO "FAZ DE CONTA"
Há já quase duas semanas que os portugueses têm vivido muito consternados com o desaparecimento da pequena Madeleine, na praia da Luz, Algarve. A tratar-se de um crime, como tudo vem apontando, este é tão horrendo que se apresenta muito difícil de entender pelos comuns dos mortais. Se há algo que nos choca de sobremaneira é, sem dúvida, qualquer selvejaria sobre crianças. Entretanto as nossas polícias têm posto no terreno um número de efectivos e de meios, nunca visto anteriormente, embora casos similares tenham ocorrido com crianças portuguesas. Dirão os responsáveis que se trata da defesa do orgulho nacional, perante a campanha escabrosa, que tem vindo a ser desenvolvida pelos orgãos de comunicação britânicos, rebaixando e denegrindo as polícias e o povo português. Contudo, numa visão que quero isenta, sou obrigado a reconhecer que, mais uma vez, se trata simplesmente na nossa habitual posição de "faz de conta". É velho o nossos sentimento de que este País é um mau pai, mas um óptimo padrasto. Para além deste caso, muitos há em que existe uma disponibilidade total para o exterior e um apertar de cinto cada vez maior, no que aos problemas internos diz respeito. São as nossas tropas para as missões de paz e guerra, nos mais diversos pontos do mundo, com custos elevadíssimos. São as ofertas de valores para os necessitados do mundo inteiro, quantas vezes sem que haja garantias da chegada das mesmas aos verdadeiros destinatários. Nada teria contra todas estas medidas solidárias (ou de fantasia) se, interiormente não ouvisse constantemente notícias de menos meios nos nossos hospitais e escolas, bem como cada vez mais escassos recursos para dar um resto de vida digno aos nossos idosos. Para cúmulo, ouvi ontem que, embora em Portugal cada vez nasçam menos crianças, os espaços públicos para educação pré-primária, são cada vez menos, obrigando os jovens pais a recorrer aos serviços privados, dispendendo assim parte significativa dos seus parcos recursos, numa altura da vida em todo o dinheiro é escasso. Triste País este que só quer mostrar o que não é e dar o que não tem.


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Quinta-feira, 27 de Julho de 2006
OS POLÍTICOS, OS PODERES E AS SUAS CLIENTELAS

Quem nos últimos tempos tem reparado nos comentários de rua à política portuguesa, não ouvirá coisas muito diferentes disto: O governo não é mau, está a tocar em pontos chave mas, acima de tudo é especialista em propaganda.

Sem a mínima dúvida que a propaganda, muito bem pensada, tem sustentado algum do sucesso deste governo, não fazendo a balança tombar em seu desfavor.

Potenciam-se os factos que se querem enaltecer e minimizam-se aqueles que não convém que o povinho saiba.

Curioso tem sido o papel da comunicação social em tudo isto. Também estes enaltecem os assuntos que lhes interessam, que muitas vezes, de notícias nada têm. Entretanto omitem outros casos, de muito maior interesse mas que, por venderem menos, ou darem menores audiências, não são focados.

Casos tem havido ultimamente que, às primeiras horas da manhã, as rádios e as televisões noticiam primeiras páginas dos jornais, com notícias bombásticas. As mesmas são imediatamente desmentidas pelos visados, muitas vezes com justificativos mais que credíveis.

Contudo, as mesmas rádios e as mesmas televisões insistem em manter as notícias nos noticiários seguintes, apenas apresentando os desmentidos no final ou, também já tenho visto, ignorando-os.

Será que estão a prestar um bom serviço ao público que é a sua razão de ser?  Obviamente que não. Antes estão preocupados em servir certos interesses, clientelas ou patrões.

Perante situações como estas, não se admirem os senhores jornalistas de verem ferida a sua credibilidade. Não venham, quando atacados, dizer-nos que são isentos e os grandes aglutinadores de todas as virtudes do mundo.

Ainda mais curiosa tem sido para mim a actuação das diversas oposições. Alguns lideres apressam-se a comentar, criticando o governo, sem minimamente se certificarem da veracidade das notícias. Depois, coitados aparecem com o "rabinho entre as pernas", metendo os pés pelas mãos, tentando justificar o injustificável.

Tudo isto é para mim preocupante, um bom governo necessita obrigatóriamente de uma comunicação social atenta e interventiva e de uma oposição forte e séria nas suas intervenções.

Sem isto, mais fácil será cair num laxismo, tão nosso conhecido e que, por si só, nos obriga a continuarmos na última posição da Europa.

Entretanto, felizes, vamos discutindo futebol.

 

 

 


sinto-me:

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Sexta-feira, 19 de Maio de 2006
AVEIRO ANTIGO - FOTO



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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006
FOTO DOS MEUS NETOS


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NAVIO ATRACANDO EM AVEIRO



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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006
TRISTEZA FRANCISCANA??

Trinta e dois anos após o 25 de Abril, vejo-me com praticamente 35 anos de trabalho, 51 de vida e há mais de 16 numa actividade que, seguramente é das mais peculiares: a operação portuária.

Efectivamente, o sector portuário é, sem dúvida, desconhecido da maioria das pessoas, muitas vezes por iniciativa e vontade do próprio sector mas, a especificidade da operação portuária, contém pormenores e problemas que, pura e simplesmente, são impensáveis e não entendíveis aos outros sectores económicos.

Estranhamente, o nosso governo mantêm-se alheio a estas realidades e, verdade se diga, há 13 anos que não é criada qualquer nova legislação para o sector, muito embora seja reconhecido que a última, datada de 1993, está incompleta e, no seu corpo previa uma regulamentação complementar, que nunca foi concretizada .

Enquanto isto, as Empresas vão lutando conforme podem, muitas vezes por amor à camisola e pela tradição no sector, sentido sério constrangimento pelo alheamento (talvez por falta efectiva de conhecedores) dos responsáveis políticos.

De há uns anos para cá, os iluminados deste País, determinaram que o nosso futuro era a Europa e, a partir daí, cortou-se completamente com o nosso passado, muito mais ligado ao mar, a África e à América Latina.

Como alguém dizia há dias, o mar é o nosso petróleo. É a nossa Nókia . É sem dúvida a verdadeira fonte de riqueza deste País. Mas como desenvolver esta riqueza se cada vez temos menos navios com bandeira portuguesa e a nossa conceituada escola de marinhagem, cada vez forma menos oficiais.

Desta grande viragem para a Europa, o que conseguimos: continuar a ser o mais pobre dos países. Ora isso já nós sabíamos, só que não estávamos a uma distância tão grande.

Recordo-me de há uns anos, em Madrid, ter assistido ao descontentamento dos nuestros hermanos " pelo facto dos franceses dizerem que a Europa terminava nos pirineus . Escreviam então os espanhois : Antes ser a cabeça de África, que o cu da Europa".Tinham e têm razão.

Sou assim um adepto convicto que o nosso futuro está essencialmente no mar e, como dizia há dias o Prof. Augusto Mateus, em vez de  continuarmos sentados a contemplar Espanha, qual será o nosso problema se, hoje muito mais que ontem, nos podemos virar para o mar. Até porque temos como defesa na nossa rectaguarda a tal Europa em que estamos integrados.

Convém recordar que, antes de 1974 tal não acontecia. A Europa estava justamente contra nós.

Mas, repetindo-me, para termos sucesso nesta nossa nova (velha) estratégia, temos de resolver sérios constrangimentos nos nossos portos. Estas terão de deixar de ser um nó, onde muitas vezes os seus utentes se vêm atados.

Bom será se numa primeira fase se conseguir passar de nó a laço. Mais fácil de desatar e, daí se poder partir para um espaço de fácil fluição de mercadorias.

Reitero a necessária regulamentação da operação portuária mas, muito mais importante que isso, impõe-se uma urgente mudança de mentalidades dos mais diversos agentes, poderosos alguns e sedentos de vincarem a sua presença, muitas vezes completamente injustificada, por repetida. E nisto incluo as Autoridades Portuárias, as Autoridades Marítimas, Alfândegas, Brigada Fiscal, Serviço de Estrangeiros e Fronteira, Sanidade, etc.

É por todas estas entidades que passam muitos dos problemas dos nossos portos. Até hoje não conseguiram adaptar-se aos novos tempos e funcionam como travões ao verdadeiro progresso.

E assim novos projectos vão ficando na gaveta, ou nascem pomposos, mas completamente desadequados.

Como dizia há dias D. Felipe Manchón , especialista espanhol em ordenamento do território: Em Portugal as dificuldades estão nas planificações, quando deveriam estar na realização e implementação.  Infelizmente todos sabemos porquê...

Impõe-se assim que tenhamos a coragem de pensar grande, de conseguirmos pensar para 100 anos e não para 100 dias.

Nestes curtos pensamentos incluo os da maioria dos nossos empresários que estão a levar ao absoluto as suas actuais três grandes regras de gestão: Melhor, mais depressa, mais barato.

Tudo bem se, servindo-se das novas modas, não estivessem a aplicar estas sagradas regras na sua gestão de pessoal, criando o "trabalhador preservativo" de usar e deitar fora, esquecendo-se que as vantagens que daí advêm, cumprem apenas o últimos dos objectivos.

Os outros, meus amigos, precisam de dedicação, empenho e respeito que, por mais que queiram, só se conseguem com relações duradoiras e solidárias.

Ai...Ai...

 

 

 

 


sinto-me:

publicado por A VER NAVIOS às 14:58
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006
INVEJA DA BOA DISPOSIÇÃO

Dificilmente me consigo isolar psicologicamente, dos problemas que me rodeiam.

Embora tente disfarçar e mostrar aos outros um estado de espírito alegre, a verdade é que muitas vezes não o consigo, principalmente com aqueles que me conhecem bem.

Estou a passar uma dessas fases. Estou seguro que não se deve à semana santa, até porque não sou religioso.

Efectivamente, alguns problemas profissionais, aliados a questões de falta de saúde de familiares próximos, estão a afectar-me mais do que costuma ser normal.

A minha idade e a minha experiência, dão-me o suporte suficiente para saber que estas são situações normais da vida que, com maior ou menor dificuldade, se ultrapassam.

A principal questão põe-se quando achamos que em redor, ninguém nos entende. Todos parecem querer que mostremos uma felicidade que não sentimos.

É verdade que as ajudas não são muitas. Estamos numa fase da vida deste País, em que pouco falta para que os patrões entendam que lhes temos que pagar, para termos o "previlégio de trabalharmos para eles. Por vezes sentimos algum cinismo no reconhecimento do nosso trabalho, pois daí não resulta nenhuma melhoria económica para nós, apesar dos resultados positivos e satisfatórios das empresas.

Após 36 anos de trabalho contínuo, é frustante concluir que o capital, cada vez olha mais para si próprio e cada vez reconhece menos o valor daqueles que, com o seu trabalho, contribuem para a reprodução do seu dinheiro.

E isto em pleno século XXI !  É demais....



publicado por A VER NAVIOS às 15:20
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006
SEMPRE, SEMPRE... BENFICA

Acabou o nosso lindo sonho para esta época.

Resta-nos a "sagrada" virtude de pertencermos a um clube que está muito acima dos restantes: "GLORIOSO BENFICA"

Nesse sentido, só há que rapidamente afastarmos esta grande tristeza e seguirmos sorrindo, na certeza de que o "GLORIOSO" nos dará, na próxima época, novos sonhos lindos.

Ninguém tenha dúvidas que, em tempos muito próximos, estes sonhos serão realidades e, por si só, confirmarão aquilo que temos como certo. O nosso clube foi, é e será sempre o "GLORIOSO", reconhecido em todo o mundo.

É isto afinal que faz os ciumes dos restantes.

Sempre, sempre, BENFICA!!!


sinto-me:

publicado por A VER NAVIOS às 15:56
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Sexta-feira, 31 de Março de 2006
...


publicado por A VER NAVIOS às 17:16
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